O secretário de Defesa Pete Hegseth sofreu mais uma derrota na sua batalha judicial para controlar o corpo de imprensa do Pentágono.
Numa breve ordem emitida na terça-feira, o juiz federal Paul Friedman emitiu uma injunção preliminar a favor do The New York Times, impedindo Hegseth de aplicar uma política que efetivamente obriga os membros da imprensa a serem acompanhados por um escolta no Pentágono, a menos que concordem com um conjunto oneroso de restrições às suas atividades, que inclui não publicar quaisquer fugas de informação que possam receber.

Hegseth perdeu vários casos sobre esta questão.
Em abril, Friedman criticou duramente Hegseth por tentar contornar decisões anteriores e reintroduzir sub-repticiamente as mesmas regras de imprensa ilegais que já tinham sido bloqueadas.
As regras de imprensa do Pentágono já tinham forçado quase todos os órgãos de comunicação social tradicionais, incluindo os de tendência conservadora, a retirar-se, permitindo a entrada de uma mistura de bloggers de extrema-direita e influenciadores das redes sociais que apenas têm mensagens positivas a transmitir sobre a administração.
Tudo isto surge numa altura em que Hegseth enfrenta, separadamente, críticas por negar promoções militares num padrão suspeito contra oficiais femininas e de minorias bem qualificadas — embora alguns especialistas tenham sugerido que o verdadeiro motivo é ainda mais sombrio do que um preconceito racial ou de género.

